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luiswrote:
ciao cmq 6 stupenda contattami se ti va
Apr. 21
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GIULIANO ALUNNIwrote:
De lágrimas nos olhos. Ou resquícios das lágrimas choradas, tristeza dos últimos momentos, pelo menos, para já.
Não chorei por ti. Chorei por mim, pela ausência, pela dor, pela mágoa, pelo vazio que foi ver-te entrar no carro e partires… até quando? Pus a chave na fechadura do prédio da rua, para entrar, sentindo-te pôr primeira e arrancar. Foste dar a volta mais à frente, havias de passar de novo, não à minha porta, um pouco afastado e camuflei-me, encostada à porta. Senti-te passar. Não olhaste. Deixei de te ver. Encolhi-me ainda mais. Tive medo. Do vazio, da ausência, da tristeza, da saudade. Porque é que a vida não é como nós queremos? Sinto as luzes de travagem através dos vidros do cabeleireiro do outro lado da rua. Fazes marcha-atrás, abres a porta e olhas-me, vestes o casaco, deixas o carro ali, a trabalhar, no meio da estrada e vens ao meu encontro. Acredita, amor, nunca me hei-de esquecer dos passos que deste na minha direcção, não numa tentativa de adiar o inadiável, que não tivesses de ir, os passos que deste de encontro a nós, na construção que fazemos de nós e da nossa relação e, por isso, amor, nunca hei-de esquecer a forma como me abraçaste, como me beijaste, como disseste que me amavas, como sussurraste que não querias ir embora e como te esforçaste para não chorar à minha frente. Pediste que entrasse, que não te ficasse a ver ir, partir, mas não entrei, fiquei a ver-te afastar, entrar no carro e, desta vez, partires. De lágrimas nos olhos, sei que é apenas um até já, amor, um até já até Abril, mas mesmo assim, quando te senti parar no stop à saída da minha rua e arrancares logo em seguida, não pude evitar sentir-me triste por te deixar ir, mas muito feliz por te ter.
Jan. 15
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